quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Campanha "Aegis" - Sessão 01

Como dito aqui, esses dias iniciamos uma campanha que é um reboot da mais querida história de AD&D do meu grupo, que ficou no caminho após 10 anos. Estamos usando meu Fantasytelling, o sistema que mais uso para campanhas de fantasia medieval, e ambientamos a trama no meu frankestein de Dragon Age, 140 anos depois da timeline oficial. 

Portanto, é com orgulho que começo esse novo diário de campanha de Aegis. O nome vem do grego (tradução Égide), o escudo mágico que Zeus usou em sua luta contra os titãs. A ideia é que esses heróis sejam uma égide do povo livre em uma campanha com ares bélicos.

Estou mestrando na região oficialmente conhecida como Planícies Livres (Free Marches), que eu dividi em três áreas: Portian, Keldaran e Artoria. Os PJs começaram o jogo em Artoria, no leste desta confederação (eu me inspiro muito nas Fronteiras Prateadas, de Forgotten Realms). O clima é medieval clássico “inglês”, com influências “francesas” (Orlais) e “italianas/espanholas” (Antiva).

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A amizade mais que possível dos protagonistas

Em um jogo de equipe como o RPG, sempre fica a sensação amarga de amigos andando de mãos dadas sem motivo nenhum. Inclusive a maioria dos grupos pra quem mestrei vivia brigando, rachando ou jogando separados.

Sei que, em jogos onde a abordagem é diferente (tramas policiais, detetives do sobrenatural, faroeste, Japão feudal, etc.) grupos podem nem fazer sentido. Mas não tenho mais tempo nem saco pra jogos de grupos separados ou brigões, e procuro sempre bons motivos pra homogeneidade dos times. Até pedia aos jogadores que já criassem seus laços e tivessem um pensamento pró-união, ou mesmo escrevi posts como esse aqui.

Com a leitura d'O Guerreiro Pagão, novo livro sensacional das Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell, fico achando bem bonito quando o protagonista Uthred fala de personagens como Finan e Ragnar, mais que amigos, irmãos. E de repente pensei que, ao menos para RPGs de fantasia, a coisa é teoricamente mais simples que parece.

sábado, 9 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

I AM GROOT!
Já faz mais de uma semana que Starlord e sua turma de desajustados levaram todo mundo à loucura. Foi uma semana bem corrida pra mim, mas é quase uma obrigação falar sobre este filme.

A trama: Peter Quill (Chris Pratt), saqueador espacial, rouba uma estranha orbe em um planeta esquecido e acaba descobrindo que todo mundo a quer, incluindo o terrível vilão Ronan O Acusador (Lee Pace). Após um monte de eventos malucos, forma-se um grupo disfuncional de foras-da-lei para agir como heróis e salvar o universo desse terrorista superpoderoso.

É um verdadeiro feito da Marvel Studios pegar um grupo de heróis pouco conhecido da famigerada parte cósmica de seu universo e transformar num filme sensacional. Eu mesmo nem os conhecia, e quando começaram as notícias torci o nariz e nem dei bola.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O divertido impacto ambiental dos personagens

Parece que o que mais repercutiu no post que reabriu o bar foi a parte de onde os PJs retornam a lugares que já visitaram e vêem o fruto do seu trabalho. E dá mesmo uma sensação boa (catártica, até) trazer o passado de volta. Um NPC querido reaparece, o filho de um vilão resolve se vingar, essas coisas (por isso acho bom manter um mínimo registro que seja do que aconteceu na campanha, para aproveitar essas coisas que ficam pelo caminho).

Melhor ainda quando isso evidencia o impacto - mesmo que sutil - que os personagens jogadores causam no ambiente. Há alguns anos escrevi sobre como é legal fazer um mundo de jogo mais vivo, mas não dei a atenção que queria ao dinamismo a partir das ações dos jogadores.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A volta dos jogos e o que mudou

Na época do nascimento da minha menina, as coisas estavam meio nebulosas por conta das mudanças de prioridades, falta de tempo, etc. Mas, após alguns ajustes (tempo livre ainda é item mágico raro pra mim), estamos conseguindo retornar com nossos hobbies. E voltamos a jogar RPG! 

A animação da patroa voltou e, como não tínhamos como receber jogadores em casa ainda, passamos esses meses rolando nossa campanha solo sensacional, onde Elisa interpreta uma elfa mercenária sem frescura em uma metrópole medieval meio noir.

E aí, nesse sábado fizemos o primeiro teste de um dia de sessão clássico. Infelizmente Elisa estava doente (enxaquecas) e a pequena não dormiu bem à tarde (a gente acha que o bebê sente os humores da mãe), mas no geral deu tudo certo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Todo protagonista é um pária

Drizzt, um jovem que só
queria ser aceito por humanos...
E aí de novo, fiéis frequentadores deste bar pé sujo. Parece que nesses três meses de exílio a maioria de vocês continuou mantendo as visitas do blog, muito legal. Aí a vida deu uma estabilizada, lentamente vou voltando a mestrar e o Franciolli voltou com o blog dele e me deixou a fim de voltar. É, estou ensaiando um retorno também.

Vai ser naquelas, de aparecer quando ter e rolar a vontade (embora tenha o título de uns dez posts). E provavelmente com posts mais curtos (e retos, espero), com pensamentos malucos aleatórios. E como não sou muito fã de posts-comunicados, esse aqui é o primeiro de muitos.

Esse dias fui assolado com o pensamento que entitula o post: todo protagonista é um pária. Vejo muita zoação com caras como Drizzt Do’Urden e Happy Feet, mas se você pensar bem, todo personagem cuja história vale a pena ser contada é uma anomalia dentro de seu meio.