terça-feira, 28 de julho de 2015

Meu breve passeio no D&D Next (em Thedas)

"Nada de clérigos!" - Edna Moda.
Hoje o leitor Leonam me perguntou se vale a pena usar o D&D 5E (ou Next) com Thedas, o cenário de Dragon Age. Daí aproveitei para falar da minha breve aventura - trocadilho não-intencional - com o sistema, enquanto respondo e dou dicas.

Como vocês sabem, sou um eterno frustrado com sistemas de fantasia; nenhum satisfez minhas frescuras com as histórias que quero contar. O que chegou mais perto do meu ideal foi minha simplificação do Storytelling, mas a falta de tempo não me deixava trabalhar nele, cheio de defeitos e buracos na estrutura.

Outra coisa: sou maluco por Dragon Age. Sem tempo e saco pra continuar desenvolvendo meu cenário caseiro (que já era derivado de Tormenta), misturei o que eu tinha criado com Thedas, criando uma versão cheia de elementos meus e roubados de outras coisas que eu acho massa, de Game of Thrones a The Witcher (a menina dos meus olhos no momento). O game tem uma adaptação original pra RPG, mas testei há alguns anos e não deu certo (pra resumir, muitos PVs, pouco dano, muita abstração).

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Uma inspiradora canção de ninar élfica

Post rapidinho para trazer uma coisa bem legal de Dragon Age. Cenários de fantasia tendem a publicar livrões ricamente ilustrados com detalhes do mundo para enriquecer o lore do jogo, geralmente expandidos a partir dos códices que o jogador lê no game (ou nos livros). E a Dark Horse lançou recentemente o segundo volume do seu World of Thedas, ampliando as informações e trazendo muito material novo.

Não comprei ainda o livro (o dólar, despesas, etc :P) para afirmar, mas tenho o primeiro e é muito bom (será que vale uma resenha no futuro?). Basicamente o volume 2 traz muita informação de background de personagens e eventos dos livros e jogos mais atuais, incluindo personagens lendários, o que aconteceu com os heróis dos três jogos e um bestiário com as criaturas do Inquisition (e talvez outras).

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A maldição da falta de tempo

Maravilha, mais plots
Dei mais uma sumida do blog. Tempo livre é algo cada vez mais raro. Agência, editora e freelas me deixam quase nada, e quando tenho preciso decidir entre ficar com a filha e esposa, assistir algo, tocar projetos, estudar e jogar videogame. Ajuda um pouco a patroa gostar das mesmas coisas (nossa campanha solo é a única que temos jogado, e olhe lá), mas ainda assim.

Esses dias estava pensando sobre isso, e me veio à mente a expressão que intitula o post. Aí me lembrei de que ela curiosamente se aplicou, por muitos anos, às minhas campanhas. Vem comigo que eu explico.

No esforço para deixar o mundo ao redor dos jogadores bem vivo (já falei do assunto aqui), sempre joguei muita informação de cenário e ganchos de aventura ao léu. Só que com o tempo, fui tomando gosto demais pela coisa, e chegava uma hora que os jogadores simplesmente não tinham como dar conta de todas as responsabilidades.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um ensaio sobre monstros com imunidades

Como baixar a porrada nisso aqui?
Ih rapaz, desde março sem abrir o bar. Então, estava pensando esses dias sobre monstros com imunidades. Na época do AD&D alguns monstros, como elementais, demônios, fantasmas e múmias só podiam ser feridos por armas mágicas e às vezes nem isso.

Isso foi substituído por uma redução de dano na 3E (solução que a gente usou no Old Dragon) e quase abolido na 4E (embora alguns monstros reduzissem tipos de dano como veneno e fogo, você podia bater em tudo). Acredito que isso aconteceu que apesar de trazer um desafio em si, a imunidade fazia com que os jogadores dependessem muito de armas mágicas (alguns monstros precisavam de armas +3 ou maiores para serem atingidos!) e engrandecia ainda mais o mago. Tipo, se aparece um demônio, Constantine manda o Batman ficar na dele e vai encarar o bichão.

(além do mais, especialmente no D&D, boa parte dos jogadores gosta mesmo é de descer o cacete em tudo que encontra pela frente, e encontrar algo que eles não podem espancar acaba sendo meio anti-climático. :P)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Os medos e segredos do seu personagem

Todo mundo tem duas coisas: medos e esqueletos no armário. Por mais que não goste de admitir, você sempre tem fantasmas do passado que volta e meia te assombram - e você teme que se materializem. Na ficção, isto é um recurso narrativo amplamente usado (e abusado, até).

No RPG, exceto por alguns casos especiais (especialmente quando o sistema tem uma desvantagem "segredo sombrio" ou algo assim), não costumo ver muitos personagens com segredos, medos, receios ou temores que certamente esconderiam caso fossem pessoas reais. Mesmo personagens "bonzinhos" que dizem que sua vida é um livro aberto escondem alguma coisa.

Obras como Game of Thrones, Sons of Anarchy, The Walking Dead e Dragon Age, ao passo que nos deixam desconfiados com todo mundo (embora seja bom para as histórias que nossos personagens nem sempre sejam paranoicos como nós ao consumir a ficção, como já escrevi aqui), me deixaram de olhos abertos para como pode ser bacana essa profundidade de personagem.

sábado, 14 de março de 2015

Campanha "Aegis" - Capítulo 04

Há quanto tempo, amiguinhos! Continua o reporte da minha campanha principal de fantasia, um reboot de um antigo jogo querido de AD&D. Jogamos na minha Thedas (Dragon Age), no meu Fantasytelling.

Jogamos nas Fronteiras Livres (Free Marches), uma área de pequenos domínios, cidades-estado e vales. A área é pouco detalhada, logo me inspirei na Costa da Espada e Itália renascentista. O terreno é fértil, ligeiramente ondulado (e montanhoso nos extremos) e de clima temperado, bem europeu-padrão.

Anteriormente, o anão guerreiro devoto Krank (Rafael) e o arqueiro Duncan (Gabriel) resgataram as crianças nobres das crias das trevas na floresta, e após avistar grandes números da prole decidiram alertar a vila de Hommlet do perigo. Mais a sul, o paladino (caçador de monstros) Moloch (Diego) salvou uma aldeia de uma sombra. A oeste, a elfa guerreira arcana Noelle (Elisa) ajudou uma família pressionada a perder suas terras por bandidos contratados pelo Barão local, e saiu para pedir ajuda ao primogênito da família.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A beleza da improvisação

Jogadora prestes a fazer besteira,
digo, improvisar
Olá, senhores. Faz um tempo que penso em relatar um episódio ocorrido em uma das nossas campanhas, um exemplo bacana de como a improvisação, especialmente por parte dos jogadores, pode levar o jogo para caminhos inesperados sensacionais.

Uma das máximas do RPG é que os jogadores sempre vão tomar cursos de ações opostos ao que o mestre imaginava. Mesmo preferindo um estilo railroad (ou ilusionismo), você sempre vai desenvolver uma boa dose de jogo de cintura e esperar o inesperado dos seus jogadores; por mais que você os conheça eles ainda vão te surpreender.

E é essa a beleza do jogo. Como dizem, se você como mestre quer que tudo saia como previsto, é melhor escrever contos e romances, ao invés de se juntar com outras pessoas para não só contar, mas viver uma história de ficção. Além disso, se você souber fazer (e não é difícil, aqui mesmo tem um monte de dicas), os jogadores constroem sozinhos a campanha com seus backgrounds e ações malucas. Ao menos por aqui, onde gosto de focar bastante as histórias nos protagonistas.