quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A máfia em jogos de fantasia

Esse negócio de guilda de ladrões sempre foi meio confuso nas mesas de jogo por aí. Guildas era associações que regulamentavam um ofício. As de ladrões seriam sindicatos que os ajudariam (suborno da guarda, venda de mercadoria, etc) e organizariam a concorrência em troca de algo (geralmente porcentagem de lucros).

Quando comecei a querer um clima mais noir para jogos na metrópole do meu cenário, o livro Valkaria: Cidade Sob a Deusa, de Tormenta, me trouxe uma solução bacana. Na enorme cidade, o crime é controlado por grandes organizações criminosas, que controlam muitas outras atividades para manter seu grande poder.

Nada mais legal, então, do que pegar inspiração na vida real e filmes para compor antagonistas de ótimas histórias urbanas. Então, fui lá pesquisar sobre a máfia, a companhia criminosa que virou sinônimo de crime organizado, e cá estou para falar do assunto.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Campanha "Aegis" - Capítulo 03

E aí pessoal! O reporte da nova campanha continua (atrasado, já que vamos em sete sessões).

Anteriormente, enquanto o brevalês arqueiro Duncan (Gabriel) e o guerreiro anão Krank (Rafael) caçavam crias das trevas na floresta, o paladino (caçador de monstros) Moloch (Diego) começou a investigar estranhos assassinatos na vila de Darrow. À noite, impediu que um rapaz fosse morto por uma sombra, expulsando-a com uma tocha acesa.

O jogo ia empolgante, com os jogadores entregando ótimos roleplays de seus mais queridos personagens (é um reboot), mas ainda faltava a patroa Elisa dar as caras (bebê em casa), de modo que jogamos umas sessões em turnos alternativos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Investindo no visual do seu personagem

O quanto vocês se preocupam com o visual dos seus personagens? Digo, não como ele se parece no geral, ou o estilo dos itens mágicos invocados dele. Mas detalhes, coisas que vão além de pegar uma imagem qualquer na internet. Uma tatuagem diferente, o estilo do cabelo, os detalhes da armadura.

Ok, parece coisa de desenhista. Mas já conheci um ou outro jogador bastante preocupado com a aparência do personagem, e em como ela muda ao decorrer do jogo. A queridinha nerd Felicia Day, por exemplo, se preocupa tanto com isso que até no episódio do Tabletop de Munchkin ela fica viajando na elfa ladra com armadura de couro e tudo mais.

Eu sempre pensei nisso em relação aos meus personagens. Lembro de um guerreiro que tinha que, chegando num nível mais respeitável e tendo mais um ourinho na bolsa, mandou fazer uma fivela toda trabalhada, daquelas que você vê nas ilustras de Clyde Caldwell.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os 10 RPGs que mais me marcaram

Os desafios voltaram à moda, e os blogs de RPG brasileiros não ficaram de fora. Há alguns anos tínhamos esse tipo de coisa (que chamávamos de “memes”), e era bem legal.

Pois bem, o Diogo do Pontos de Experiência (que inventou esse desafio) e o Rafão Araújo me desafiaram a dizer quais os 10 RPGs que me marcaram, e apesar da demora, cá estou eu respondendo.

Pra falar a verdade nem sei se tiveram dez jogos que marcaram minha vida, porque não sou lá um grande experimentador, sou desses quadradões que gostam de jogar efetivamente poucas coisas. Mas vamos tentar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um gerador de aventuras genial

Pessoal, olha que ninja. O Eduardo Soares (que tem conto publicado aqui), traduziu na lista de discussão da Redbox uma ideia fantástica do usuário Baldr12 do Reddit. Ele pegou Magic: The Gathering e criou algoritmos para gerar aventuras!

Esses enredos usam diversos tipos de cartas de Magic que, não sei se vocês sabem, são recheadas de material “roubável” (eu já usei muita coisa :P).

Todo mundo se animou para espalhar a palavra (que não é Bird :P). Eis que outros usuários mexeram os pauzinhos e criaram um site recheado de aventuras instantâneas!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Usando intriga e política sem deixar o jogo chato

"O sistema é f#da, parceiro"
Embora goste de filmes e séries de intriga e conspiração, não sou fã de jogos assim. Por isso a uso com parcimônia e de um jeito diferente, mesclando com os outros aspectos da narrativa. Na pitada certa, esse tempero narrativo traz drama e a podridão humana ao jogo, deixando mais ao meu gosto.

Dragon Age e Game of Thrones (mais o primeiro que o segundo) inspiraram esse pensamento, mas a do post (sua primeira versão, há alguns anos) veio de Tropa de Elite 2, que me abriu os olhos para o que chamamos de sistema (o funcionamento da sociedade e governo), que por ser sempre quebrado e cheio de sujeira, pode ser um antagonista poderoso e invisível. Na maior parte das vezes, os jogadores não vão achar ninguém para culpar, matar e pilhar.

Poder corrompe, e toda sociedade é corrupta. Toda junção de pessoas cria códigos, ambições e esquemas. Cada facção defende seus interesses e a guerra resultante nem sempre é aberta. Surgem aí as intrigas políticas. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Campanha "Aegis" - Capítulo 02

Continuando o reporte da campanha reboot. Usamos adaptações de sistema (Storytelling) e cenário (Dragon Age), e dessa vez optei por dividir em capítulos ao invés de sessões, já que vou postar mais (ou menos) de uma sessão.

Anteriormente, o brevalês arqueiro Duncan (Gabriel) foi contratado para buscar os filhos do Barão de Storamere, que não haviam retornado de uma viagem. No caminho, encontrou uma aldeia devastada por crias das trevas e o cavaleiro tutor das crianças, moribundo, lhe disse que elas haviam sido levadas para a Floresta Antiga. Ele rastreou as criaturas e encontrou algumas lutando com três anões, a quem ajudou e se juntou.

Esses anões, o guerreiro anão religioso Krank (Rafael) e o batedor anão Faldrik (NPC) faziam parte de um destacamento que chegou a um thaig (colônia) e o encontrou abandonado, seus compatriotas mortos por crias das trevas. Após um combate terrível onde Krank demonstrou dons mágicos de cura (anões não podem usar magia), o líder o baniu para a superfície com a missão de avisar os humanos da ameaça.