sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um ensaio sobre monstros com imunidades

Como baixar a porrada nisso aqui?
Ih rapaz, desde março sem abrir o bar. Então, estava pensando esses dias sobre monstros com imunidades. Na época do AD&D alguns monstros, como elementais, demônios, fantasmas e múmias só podiam ser feridos por armas mágicas e às vezes nem isso.

Isso foi substituído por uma redução de dano na 3E (solução que a gente usou no Old Dragon) e quase abolido na 4E (embora alguns monstros reduzissem tipos de dano como veneno e fogo, você podia bater em tudo). Acredito que isso aconteceu que apesar de trazer um desafio em si, a imunidade fazia com que os jogadores dependessem muito de armas mágicas (alguns monstros precisavam de armas +3 ou maiores para serem atingidos!) e engrandecia ainda mais o mago. Tipo, se aparece um demônio, Constantine manda o Batman ficar na dele e vai encarar o bichão.

(além do mais, especialmente no D&D, boa parte dos jogadores gosta mesmo é de descer o cacete em tudo que encontra pela frente, e encontrar algo que eles não podem espancar acaba sendo meio anti-climático. :P)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Os medos e segredos do seu personagem

Todo mundo tem duas coisas: medos e esqueletos no armário. Por mais que não goste de admitir, você sempre tem fantasmas do passado que volta e meia te assombram - e você teme que se materializem. Na ficção, isto é um recurso narrativo amplamente usado (e abusado, até).

No RPG, exceto por alguns casos especiais (especialmente quando o sistema tem uma desvantagem "segredo sombrio" ou algo assim), não costumo ver muitos personagens com segredos, medos, receios ou temores que certamente esconderiam caso fossem pessoas reais. Mesmo personagens "bonzinhos" que dizem que sua vida é um livro aberto escondem alguma coisa.

Obras como Game of Thrones, Sons of Anarchy, The Walking Dead e Dragon Age, ao passo que nos deixam desconfiados com todo mundo (embora seja bom para as histórias que nossos personagens nem sempre sejam paranoicos como nós ao consumir a ficção, como já escrevi aqui), me deixaram de olhos abertos para como pode ser bacana essa profundidade de personagem.

sábado, 14 de março de 2015

Campanha "Aegis" - Capítulo 04

Há quanto tempo, amiguinhos! Continua o reporte da minha campanha principal de fantasia, um reboot de um antigo jogo querido de AD&D. Jogamos na minha Thedas (Dragon Age), no meu Fantasytelling.

Jogamos nas Fronteiras Livres (Free Marches), uma área de pequenos domínios, cidades-estado e vales. A área é pouco detalhada, logo me inspirei na Costa da Espada e Itália renascentista. O terreno é fértil, ligeiramente ondulado (e montanhoso nos extremos) e de clima temperado, bem europeu-padrão.

Anteriormente, o anão guerreiro devoto Krank (Rafael) e o arqueiro Duncan (Gabriel) resgataram as crianças nobres das crias das trevas na floresta, e após avistar grandes números da prole decidiram alertar a vila de Hommlet do perigo. Mais a sul, o paladino (caçador de monstros) Moloch (Diego) salvou uma aldeia de uma sombra. A oeste, a elfa guerreira arcana Noelle (Elisa) ajudou uma família pressionada a perder suas terras por bandidos contratados pelo Barão local, e saiu para pedir ajuda ao primogênito da família.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A beleza da improvisação

Jogadora prestes a fazer besteira,
digo, improvisar
Olá, senhores. Faz um tempo que penso em relatar um episódio ocorrido em uma das nossas campanhas, um exemplo bacana de como a improvisação, especialmente por parte dos jogadores, pode levar o jogo para caminhos inesperados sensacionais.

Uma das máximas do RPG é que os jogadores sempre vão tomar cursos de ações opostos ao que o mestre imaginava. Mesmo preferindo um estilo railroad (ou ilusionismo), você sempre vai desenvolver uma boa dose de jogo de cintura e esperar o inesperado dos seus jogadores; por mais que você os conheça eles ainda vão te surpreender.

E é essa a beleza do jogo. Como dizem, se você como mestre quer que tudo saia como previsto, é melhor escrever contos e romances, ao invés de se juntar com outras pessoas para não só contar, mas viver uma história de ficção. Além disso, se você souber fazer (e não é difícil, aqui mesmo tem um monte de dicas), os jogadores constroem sozinhos a campanha com seus backgrounds e ações malucas. Ao menos por aqui, onde gosto de focar bastante as histórias nos protagonistas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novidades de Dragon Age RPG para 2015

Como vocês sabem, sou fanzaço de Dragon Age (minhas campanhas inclusive rolam em Thedas), de modo que sempre faço questão de falar sobre novidades da Green Ronin sobre o RPG (mesmo usando o D&D 5E).

Hoje eles postaram sobre os planos da editora para DARPG em 2015. Já começaram com uma notícia bombástica (embora a gente já sabia), que é o Livro Básico (Core Rulebook) do DARPG, substituindo os conjuntos 1-3 em um livrão de 400 páginas.

Além de uma nova aventura (afinal, A Maldição dos Vales já foi jogada por todo mundo), eles vão trazer material novo (como monstros e especializações) e a cereja do bolo: o jogo assume que os jogadores já não lutam contra o Quinto Flagelo (tradução oficial da Jambô), sendo esta uma das opções de campanhas. O cenário amadureceu bastante desde o lançamento do Dragon Age: Origins, de modo que eles deixaram de datar o jogo em um momento particular da linha do tempo (aleluia).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Batendo a poeira do blog

Desde novembro o bar está às moscas, pela crônica e interminável falta de tempo. Comecei 2015 com muito trampo para custear a filhota, tentando conciliar agência, freelas (atrasados; o fim de ano ferrou meus prazos, preciso correr pra entregar tudo) e tocar a editora.

Fora o nascimento da minha filha, 2014 foi um ano muito difícil, cheio de problemas pessoais e profissionais. Joguei e me diverti muito menos do que gostaria, mas no fim acabou que deu tudo certo e estamos bem mais otimistas pra esse ano.

Uma coisa boa é que mesmo com as dificuldades, voltamos a jogar RPG. É complicado porque é preciso dar atenção à pimpolha, mas a família ajuda bastante e os broders têm muita paciência (valeu pessoal). Isso fez com que a gente primasse qualidade ao invés de quantidade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Que fim levou o Fantasytelling?

E aí pessoal? Essas semanas têm sido osso, com muito trabalho e pouco tempo aqui pro blog. Mas estou voltando quando dá.

Pois bem. Vocês pediram, então vou voltar a falar do Fantasytelling (FST), minha adaptação do Storytelling (World of Darkness) para fantasia medieval (mais ênfase no segundo que no primeiro). Mas não tem como falar desse frankestein sem falar da minha Eterna Dissonância Regrática™.

Como já postei há uns anos, desde que me divorciei de D&D, vivo "à procura da batida perfeita", ou do sistema perfeito. Nunca estou satisfeito com um sistema, e o que pode me empolgar hoje, me irrita amanhã. Nunca encontro o conjunto de regras que se enquadra com o jeito que gosto de criar histórias de fantasia.