quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Que fim levou o Fantasytelling?

E aí pessoal? Essas semanas têm sido osso, com muito trabalho e pouco tempo aqui pro blog. Mas estou voltando quando dá.

Pois bem. Vocês pediram, então vou voltar a falar do Fantasytelling (FST), minha adaptação do Storytelling (World of Darkness) para fantasia medieval (mais ênfase no segundo que no primeiro). Mas não tem como falar desse frankestein sem falar da minha Eterna Dissonância Regrática™.

Como já postei há uns anos, desde que me divorciei de D&D, vivo "à procura da batida perfeita", ou do sistema perfeito. Nunca estou satisfeito com um sistema, e o que pode me empolgar hoje, me irrita amanhã. Nunca encontro o conjunto de regras que se enquadra com o jeito que gosto de criar histórias de fantasia.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A beleza das tramas simples (mas não simplórias)

O Orc e a Torta é a Aventura Mais Curta do Mundo, uma paródia criada por Monte Cook - uma "história" onde um orc em uma sala 3 x 3 tem uma torta saborosa, e os PJs realmente a querem.

Ela me lembrou a época que planejava minha campanha-reboot, onde lembrei de quando assisti Hellboy II: O Exército Dourado e fiquei com um pensamento preconceituoso de que o enredo era a cara de uma aventura típica (e manjadona) de AD&D: um artefato foi dividido em duas partes e o vilão o queria para controlar um exército poderosíssimo e tal.

A busca do artefato que está dividido é, aliás, uma trama muito recorrente: a Triforce de Zelda, as 7 Esferas do Dragão, entre outros. O próprio Um Anel, no sentido de que é parte de um conjunto e tudo mais, é um bom exemplo. Não que aventuras de fantasia tenham tramas triviais, claro (está aí Game of Thrones e Dragon Age para provar).

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Conto - Good times

Woooooosh! Os planadores ensurdececiam rasando por cima dos caras, mas ShinRa não estava nem aí - deixava os fones ligados no máximo enquanto se divertia. Era bom para caralho no que fazia, e nada atrapalhava sua mágica. Post-hardcore e dubstep eram os sons perfeitos para a guerra.

A infantaria escrota percorria becos fudidos na cidade em ruínas. Um sol vermelho castigando todo mundo, ruas labirínticas e escória pra todo lado, implorando pra morrer. A bateria do fuzil miava enquanto cuspia insanamente balas de grosso calibre nas cabeças de montes de fucking formas de vida.

Caras do seu batalhão passavam por ele, e ele lhes dava cobertura (depois cobraria umas rodadas de cada um). Lá de cima, os rapazes tresloucados da infantaria mecha explodiam naves inimigas como se não houvesse amanhã, passando em voos cortantes e levantando poeira do deserto onde passavam. Irado!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A máfia em jogos de fantasia

Esse negócio de guilda de ladrões sempre foi meio confuso nas mesas de jogo por aí. Guildas era associações que regulamentavam um ofício. As de ladrões seriam sindicatos que os ajudariam (suborno da guarda, venda de mercadoria, etc) e organizariam a concorrência em troca de algo (geralmente porcentagem de lucros).

Quando comecei a querer um clima mais noir para jogos na metrópole do meu cenário, o livro Valkaria: Cidade Sob a Deusa, de Tormenta, me trouxe uma solução bacana. Na enorme cidade, o crime é controlado por grandes organizações criminosas, que controlam muitas outras atividades para manter seu grande poder.

Nada mais legal, então, do que pegar inspiração na vida real e filmes para compor antagonistas de ótimas histórias urbanas. Então, fui lá pesquisar sobre a máfia, a companhia criminosa que virou sinônimo de crime organizado, e cá estou para falar do assunto.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Campanha "Aegis" - Capítulo 03

E aí pessoal! O reporte da nova campanha continua (atrasado, já que vamos em sete sessões).

Anteriormente, enquanto o brevalês arqueiro Duncan (Gabriel) e o guerreiro anão Krank (Rafael) caçavam crias das trevas na floresta, o paladino (caçador de monstros) Moloch (Diego) começou a investigar estranhos assassinatos na vila de Darrow. À noite, impediu que um rapaz fosse morto por uma sombra, expulsando-a com uma tocha acesa.

O jogo ia empolgante, com os jogadores entregando ótimos roleplays de seus mais queridos personagens (é um reboot), mas ainda faltava a patroa Elisa dar as caras (bebê em casa), de modo que jogamos umas sessões em turnos alternativos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Investindo no visual do seu personagem

O quanto vocês se preocupam com o visual dos seus personagens? Digo, não como ele se parece no geral, ou o estilo dos itens mágicos invocados dele. Mas detalhes, coisas que vão além de pegar uma imagem qualquer na internet. Uma tatuagem diferente, o estilo do cabelo, os detalhes da armadura.

Ok, parece coisa de desenhista. Mas já conheci um ou outro jogador bastante preocupado com a aparência do personagem, e em como ela muda ao decorrer do jogo. A queridinha nerd Felicia Day, por exemplo, se preocupa tanto com isso que até no episódio do Tabletop de Munchkin ela fica viajando na elfa ladra com armadura de couro e tudo mais.

Eu sempre pensei nisso em relação aos meus personagens. Lembro de um guerreiro que tinha que, chegando num nível mais respeitável e tendo mais um ourinho na bolsa, mandou fazer uma fivela toda trabalhada, daquelas que você vê nas ilustras de Clyde Caldwell.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os 10 RPGs que mais me marcaram

Os desafios voltaram à moda, e os blogs de RPG brasileiros não ficaram de fora. Há alguns anos tínhamos esse tipo de coisa (que chamávamos de “memes”), e era bem legal.

Pois bem, o Diogo do Pontos de Experiência (que inventou esse desafio) e o Rafão Araújo me desafiaram a dizer quais os 10 RPGs que me marcaram, e apesar da demora, cá estou eu respondendo.

Pra falar a verdade nem sei se tiveram dez jogos que marcaram minha vida, porque não sou lá um grande experimentador, sou desses quadradões que gostam de jogar efetivamente poucas coisas. Mas vamos tentar.